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A educação infantil foi o segmento mais afetado na pandemia, registrando uma queda de aproximadamente 10% no NPS (Net Promoter Score). A informação é da Alabama Consultoria Educacional, que acredita que os anos iniciais do ensino escolar foram os mais afetados com as aulas remotas, gerando mais insatisfação das famílias.

Em 2020, antes da pandemia, a educação infantil alcançou 80 pontos no NPF, segundo a Alabama Consultoria. Já neste ano, entre os meses de agosto e setembro, a nota caiu para 70%. Os dados foram coletados a partir da participação de 30 escolas, localizadas em diferentes regiões do país, sendo a maioria situação no Sudeste.

“Antes da pandemia, o NPS da educação infantil era o maior de todos e descia até o ensino médio. Agora, na pandemia, isso foi afetado, onde as séries iniciais foram mais afetadas, com as famílias mais descontentes com o que foi ofertado nas séries menores”, pontua o consultor Baiard Carvalho.

Para o também consultor Mauricio Berbel, para pais e mães de crianças da educação infantil, o ensino remoto não foi bem aceito. “Ficou difícil para os pais conciliarem o home office com os filhos pequenos nas aulas remotas”, destacou.

Essas informações foram divulgadas na última semana, quando a Alabama Consultoria Educacional realizou uma live para gestores de escolas, abordando a Pesquisa de Satisfação NPS.   

Especialistas dão dicas para realizar a leitura dos dados da pesquisa de satisfação

O NPS é uma pesquisa de satisfação, obtida a partir da diferença entre o percentual de famílias Promotoras e Detratoras. Os participantes respondem perguntas e podem dar notas que podem variar de zero a dez. São considerados promotores aqueles que avaliam entre nove e dez. Já os detratores são os que dão nota de zero a seis.

 “Geralmente tem aquela pergunta: ‘Qual a probabilidade de recomendar nossa escola?’. O detrator, que avalia de zero a seis, joga a imagem do serviço para baixo. De nove a 10 são os promotores, que fazem a propaganda boca a boca. Já as notas sete e oito são neutras. Então, para chegar no NPS você pega a porcentagem de promotor menos porcentagem de detrator”, explica Carvalho.

Segundo o consultor, atualmente a Alabama Consultoria optou por realizar questionários mais curtos, utilizando uma metodologia que possibilita um melhor aproveitamento dos dados. Nas pesquisas da Alabama, há sete itens de avaliação: material didático, aulas remotas, aulas presenciais, protocolos sanitários, coordenação, secretaria e professor.

Para Berbel, a pesquisa de satisfação é uma ferramenta que pode auxiliar os gestores a entenderem os pontos fracos e fortes da instituição de ensino. “Ao ler todas as respostas dos detratores, o gestor pode entender porque está nessa classificação. Ele tem uma profundidade maior para entender o que está incomodando e deve tirar da pesquisa o máximo que pode, visando buscar nas respostas alguma luz”, sugere.

 Já nas respostas dos promotores, Berbel vê como uma excelente oportunidade para ter elementos que auxiliam no treinamento das equipes de vendas e de atendimento. “A resposta do pai dizendo qual é o motivo que indica a escola é uma mina de ouro. As respostas das pessoas dizendo o porquê indicam, deve ser usada com o cliente que vai visitar a escola”, recomenda. Além das notas, o questionário aplicado pelo Alabama traz respostas abertas, onde os participantes podem justificar sua nota.

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