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Eles são responsáveis por supervisionar os projetos pedagógicos, pela parte administrativa e ainda buscam o cumprimento das normas da instituição. Nesta sexta-feira (12), é celebrado o Dia do Diretor Escolar. Para homenagear esses profissionais, que desempenham papéis tão relevantes dentro dos colégios, o Escolas Exponenciais entrevistou quatro diretores, que contaram suas principais motivações e desafios.

Para Georgya Corrêa, diretora pedagógica da Teia Multicultural (SP), possibilitar um mundo melhor com pessoas melhores é o que mais a satisfaz ao exercer essa função. “A maior motivação é transformar a sociedade, que com certeza essa transformação vem pela educação e pelo trabalho com crianças e jovens”, afirma.

A diretora da escola Da Vinci Academy, de Limeira (SP), Kelli Cristina Faber de Oliveira, acredita que poder contribuir com a formação e o desenvolvimento dos alunos é uma grande conquista. “Minha motivação maior é ter uma sociedade pensante e atuante, e que a escola faça parte da vida de cada aluno de uma forma significativa.

Já a maior dificuldade de um diretor de escolar, na opinião de Georgya, é a busca constante por transformação e inovação do processo educacional. “Isso tudo não é possível sem o quadro todo presente, trabalhando em informações, planejamento, pensando junto nessas transformações”, pontua.

Motivar o aprendizado, tanto por parte de quem aprende quanto de quem ensina, também é apontado por Kelli como um dos percalços da área. “Num mundo tecnológico e rápido, é um desafio para o diretor integrar e manter formações sólidas”, destaca

Raquel Esteves, que é diretora da escola de educação infantil Sementinhas Encantadas (MG), acredita que, atualmente, uma das maiores dificuldades para os profissionais que exercem essa profissão é conseguir estabilizar os prejuízos financeiros causados pela pandemia. “Outros pontos são ter que reformular a proposta pedagógica totalmente, pois quem não fizer mudanças significativas no ensino, não vai suportar por muito tempo, principalmente na educação infantil. Além de falta de engajamento da equipe com os novos projetos”, ressalta.

Já para o diretor administrativo da Teia Multicultural (SP), Lucas de Briquez, administrar as diferentes opiniões e expectativas, equilibrar os interesses individuais e coletivos, assim como mediar os relacionamentos, são os maiores desafios. Por outro lado, ele afirma que “a maior motivação é receber um aluno ou uma aluna que se encontra em uma situação difícil e saber que a nossa escola realmente pode tirar ele dessa situação e, após a criança ou o adolescente se adaptar, poder ver seu desabrochar, seu fortalecimento, sua verdadeira face aparecendo e contar com o reconhecimento de sua família”, acrescenta.

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