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Além de ser um conteúdo transversal, que pode estar presente desde o ensino infantil, o empreendedorismo faz parte dos novos itinerários formativos e é uma opção de conteúdo estratégico para o Novo Ensino Médio. E foi planejando preparar os jovens estudantes para ingressar com grandes diferenciais no mercado de trabalho que algumas escolas particulares já inseriram a educação empreendedora no cotidiano dos alunos.  

Segundo o CEO da Asas Educação e diretor administrativo da Teia Multicultural, Lucas de Briquez, as aulas de empreendedorismo se iniciam no primeiro ano do ensino médio. Porém, os alunos já começam a ser preparados antes mesmo dessa etapa e, então, no ensino médio os adolescentes são incentivados a desenvolver um projeto com essa temática. “Nesse momento, ele deve desenvolvê-lo em formato de negócio e, além de toda a concepção de marca, o estudante deve compreender o mercado de atuação e buscar uma validação nesse mercado, para então finalizar a sua jornada na educação básica apresentando seu TCC em um ‘pitch’ de 3 ou 4 minutos”, afirma Briquez.

De acordo com o profissional, o objetivo dessa atividade é instigar os alunos a olharem para o mundo ao redor com a intenção de identificar problemas que podem ser solucionados por iniciativas próprias. “Eles são estimulados a testarem e construírem essas soluções de forma profissional e criativa, para que dentro desse processo identifiquem uma proposta de valor e um modelo de negócio”, pontua.

Novas gerações devem ocupar cada vez mais o setor

Segundo uma pesquisa realizada em 2019 pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 80% dos empresários de até 24 anos já haviam cogitado se tornar um empreendedor antes dos 18 anos. Os números mostram que a tendência é que as novas gerações ocupem cada vez mais esse setor. E é fundamental o papel das escolas para auxiliar os estudantes a trilharem esse caminho.

“Vale considerar que muitos brasileiros têm esse perfil empreendedor e que hoje muitos negócios passam por dificuldades durante a sua trajetória, e muitas vezes por conta do baixo conhecimento de gestão”, ressalta o engenheiro Luciano Ramalho, da Teia Multicultural. 

Ramalho acrescenta ainda que diversos estudos mostram que o interesse dos jovens em desenvolver as suas próprias ideias é crescente no Brasil. Por meio da Base Nacional Curricular Comum (BNCC), o engenheiro reforça a necessidade de ensinar empreendedorismo na escola, até mesmo por contemplar os itinerários informativos do Novo Ensino Médio. “Porque não iniciar o ensino das primeiras e mais básicas ferramentas de gestão de negócios, projetos e processos já no ensino médio. Essa é, sem dúvidas, uma estratégia proativa para melhorar o empreendedorismo em nosso país”, sugere.

Escolas apostam em projetos para desenvolver educação empreendedora

Desde 2018, o colégio Parthenon Bom Clima, localizado em Guarulhos (SP), conta com o projeto “Empresa Junior Parthenon”, cujo objetivo é incentivar os estudantes a executarem projetos, focando em soluções para os desafios do dia a dia. A iniciativa surgiu a partir da necessidade que o colégio sentiu em estar com as propostas pedagógicas mais alinhadas com o Novo Ensino Médio e com as diretrizes da BNCC.

No Rio de Janeiro, o Colégio Cenecista Professor Alfredo Coutinho também traz o empreendedorismo no conteúdo escolar, com o intuito de ajudar os alunos a desenvolverem competências e habilidades para a futura vida profissional.

 

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