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O Brasil avançou na aprendizagem do 4º e do 7º ano do ensino fundamental, é o que mostra os resultados do Estudo Regional Comparativo e Explicativo (Erce) 2019. De acordo com a pesquisa, o país aumentou as notas em todas as áreas avaliadas (leitura, escrita, matemática e ciências naturais), em comparação à avaliação anterior, realizada em 2013. Todas as pontuações brasileiras também estão acima da média dos 16 países da América Latina e Caribe, que participaram do estudo.

Erce 2019 avaliou 160 mil alunos de 4º e 7º ano do ensino fundamental ou séries equivalentes nos países participantes
Erce 2019 avaliou 160 mil alunos de 4º e 7º ano do ensino fundamental ou séries equivalentes nos países participantes

Os dados, que foram apresentados nesta terça-feira (30), foram conduzidos pelo Laboratório Latino-americano de Avaliação da Qualidade da Educação (LLECE), ligado à OREALC. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é responsável pelo planejamento e a operacionalização do Erce no Brasil.

Ao todo, o Erce 2019 avaliou 160 mil alunos de 4º e 7º ano do ensino fundamental ou séries equivalentes nos países participantes. São eles: Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai.

As provas avaliaram o desempenho em leitura, escrita e matemática. No caso do 7º ano, também foi avaliada a área de ciências naturais. Ao todo, 8.871 estudantes brasileiros participaram. Destes, 4.522 cursavam o 4º ano, enquanto 4.349 estavam no 7º ano.

Resultados brasileiros — Em leitura, o Brasil atingiu proficiência média de 748 pontos no 4º ano, resultado que é superior ao regional do Erce 2019. Além disso, o país tem uma proporção menor de estudantes no nível I (mais baixo desempenho) que a média regional e maior no nível IV (mais alto desempenho), registrando aumento desde o estudo anterior.

No 7º ano, também em leitura, os estudantes obtiveram proficiência média de 734 pontos, resultado que é superior à média regional do Erce 2019. Além disso, o Brasil apresenta uma menor proporção de alunos no nível I em comparação com a média regional e maior no nível IV.

Já em matemática, o Brasil exibe uma proficiência média de 744 pontos no 4º ano, o que é superior à média regional do Erce 2019. O País ainda apresenta uma menor proporção de estudantes no nível I do que a média regional.

No 7º ano, o Brasil obteve 733 pontos, média que é superior à da região no estudo Erce 2019. Além disso, há uma menor proporção de estudantes no nivel I que a média regional e maior no nível IV.

Em ciências naturais (7º ano), o Brasil obteve média de 718 pontos, resultado superior ao regional do Erce 2019. Em ambos os anos escolares, nota-se uma diferença significativa, a favor das meninas, em leitura, o que é uma tendência na região, e a favor dos meninos, no 7º ano, em matemática. O Brasil é um dos cinco países em que isso ocorre.

Fatores associados — O Erce 2019 aponta que, no Brasil, os aspectos que levam aos melhores resultados de aprendizagem são o acesso à educação pré-escolar, os dias de estudo semanais, o envolvimento parental e as expectativas dos pais, além do maior nível socioeconômico das famílias. Em contraponto, de acordo com o estudo, os aspectos limitadores para a aprendizagem são a repetência e o absenteísmo. Também se observa a necessidade de aprimorar os mecanismos equitativos que promovam a aprendizagem entre os indígenas.

No que diz respeito ao corpo docente e às práticas associadas aos maiores resultados, o estudo aponta o interesse pelo bem-estar dos estudantes; o apoio à aprendizagem do aluno; as expectativas acadêmicas dos professores em relação aos estudantes, além da organização e planejamento do ensino. O Erce também pontua o desafio brasileiro em relação à equidade, tendo em vista que o maior nível socioeconômico das escolas e a assistência às escolas privadas se associa aos maiores resultados de aprendizagem.

*Com informações da Assessoria de Comunicação Social do MEC e do Inep

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